15. Teoria Geral da Bidualidade – Versão Bidual

Claudio Abreu

Apesar de tudo
Você pode dizer
Que nada mudou

Pois sempre há
Em tudo que existe
Um lado que é fixo

É só olhar – e ver! –
Que as ondas do mar
Continuam a quebrar

Num movimento Bidual
De duas fases e dois pontos
Iguais e opostos

Apesar de nada
Você pode dizer
Que tudo mudou

Pois sempre há
Em tudo que existe
Um lado que é móvel

É só olhar – e ver! –
Que cada onda do mar
Tem seu jeito de ser

No Dual crescer-espumar,
E no Dual do quebrar
Com o nascer/morrer

Apesar de tudo
E também de nada
Você vai perceber

Que sempre há
O que dá pra ver
E o que não dá pra ver

É só observar – e notar! –
Que numa onda do mar
O Terno é fácil de ver:

Crescer, quebrar e espumar.
Mas o difícil é entender
O seu nascer/morrer

Apesar de nada
E/ou de tudo
Você deve saber

Que o que existe
Obedece a uma
Teoria Geral

É só observar – e notar! –
O Bidual do um em quatro
Interagindo dois com dois

E também três com um
Com o Terno de um lado
E o Quarto do outro.

Arranjo: Afonso Abreu e Claudio Abreu
Vozes: Eliane Gonzaga, Zé Lopes, Magda Amarante e Claudio Abreu
Acompanhamento: Quarteto JB
Baixo Acústico: Afonso Abreu
Teclados: Carlos Augusto
Sax Alto, Tenor, Soprano e Barítono: Antônio Paulo
Bateria: Marco Antônio Grijó