14. Cinerama – Versão 2

Claudio Abreu

No cinerama espetacular
Do panorama vida e morte
O Nada é fixo, o Tudo é móvel
Com liberdade, com velocidade
Sem polo sul, sem polo norte
A cada ângulo do olhar
A cada tempo do olhar

Em zigue-zagues, a cada instante
O bem e o mal mudam de lugar
Os extremos se fundem em ponto
Ou se afastam ao seu limite
Tudo existe e/ou não existe
A cada ângulo do olhar
A cada tempo do olhar

E na porta,
Um aviso, uma pista:
É proibido fixar a vista
É proibido fechar a vista

Arranjo, Voz, Violão e Guitarras: Paulo Branco
Baixo Elétrico: Amaro Lima
Bateria: Marcos Andrade
Sax Barítono: Colibri