Claudio Abreu

Apesar de tudo
Você pode dizer
Que nada mudou
Pois sempre há
Em tudo que existe
Um lado que é fixo
É só olhar – e ver! –
Que as ondas do mar
Continuam a quebrar
Num movimento Bidual
De duas fases e dois pontos
Iguais e opostos
Apesar de nada
Você pode dizer
Que tudo mudou
Pois sempre há
Em tudo que existe
Um lado que é móvel
É só olhar – e ver! –
Que cada onda do mar
Tem seu jeito de ser
No Dual crescer-espumar,
E no Dual do quebrar
Com o nascer/morrer
Apesar de tudo
E também de nada
Você vai perceber
Que sempre há
O que dá pra ver
E o que não dá pra ver
É só observar – e notar! –
Que numa onda do mar
O Terno é fácil de ver:
Crescer, quebrar e espumar.
Mas o difícil é entender
O seu nascer/morrer
Apesar de nada
E/ou de tudo
Você deve saber
Que o que existe
Obedece a uma
Teoria Geral
É só observar – e notar! –
O Bidual do um em quatro
Interagindo dois com dois
E também três com um
Com o Terno de um lado
E o Quarto do outro.
Arranjo: Afonso Abreu e Claudio Abreu
Vozes: Eliane Gonzaga e Claudio Abreu
Acompanhamento: Quarteto JB
Baixo Acústico: Afonso Abreu
Teclados: Carlos

