Claudio Abreu e Fernando de Jesus
Raiou o dia…
E lá vou eu a caminhar pela cidade,
Com amigos e sem maldade,
Com alegria e na maior felicidade.
Depois de uma noite num karaokê,
Só falta agora encontrar meu bem-querer
Com aquela cara meio aborrecida,
Por não entender que é a razão da minha vida,
Toda magoada, triste e ressentida,
Por não perceber que é a mulher da minha vida.
Ô, boemia…
Vai dizer a ela
Que eu gosto de você,
Mas meu amor é todo dela.
É, boemia…
Eu agora estou naquela:
O que vou dizer em casa
Pra cair nos braços dela?
Ah! Os braços dela…
– É, parceiro, boemia tem dessas coisas: depois da bonança deve vir a tempestade… Coitada, ela deve estar na maior bronca me esperando…
– É, tá com cara de turbulência…
– Mulher devia encarar música que nem futebol. Se eu tivesse ido ao Maraca, ela não iria reclamar. Agora, a gente, que gosta de uma música, não pode
ater uma bolinha num karaokê? Acho que ela devia entender…
– É, parceiro, relaxa… Mesmo porque acho que lá em casa também vai sobrar pra mim… Mas, tudo bem: se vier a tempestade, certamente, depois virá
bonança…
– Ah! Ah! Legal, parceiro… É por aí… A gente dá um jeito…
– Com certeza…
intérprete: Fernando de Jesus (com participação de Claudio Abreu);
rranjoe violão: Jorge Tarzan;
cavaquinho: Josué Ramos;
violão sete cordas: Pedrinho;
trombone: Jair do Trombone;
percussão (surdo, pandeiro e chocalho): Tagildo do Pandeiro.

