Claudio Abreu, Wanda Alves e Alberto Mejia
Quanto trabalho deu pra criar esta criança!
Mil mamadeiras, fraldas, noites sem dormir…
Primeiros passos, depois jardim de infância,
Com merendeira, banho e hora de partir.
Malcriação e arte (haja amor e paciência…),
Repreensão e castigo para educar.
E logo veio a fase da adolescência,
Onde só se pensa em roupa nova e namorar.
E lá se foi a inocência,
Ao enxergar a realidade,
Com o despertar da consciência
Do mundo em volta e de pensar no que virá…
Início da independência,
Fazendo lei a sua vontade,
Começo da experiência no desejo,
Ao perceber que maior prazer
Do que o do amor ainda não há.
Já nem se lembra de que foi uma criança,
Mas não adianta, para mim sempre será.
“Mamã, papá!”, tome, sopinha e lambança,
Tombos e sustos, mil beijinhos pra passar.
Muitas histórias e cantigas até nanar,
Aniversário, poucas velas pra soprar.
Mas, isso tudo só existe na lembrança,
Agora é festa, sem hora certa pra voltar…
Muita internet e telefone
Em plena hora de estudar…
E chega o difícil ano
Do desafio de passar no vestibular.
E, de repente, a maioridade!
É permitido perguntar,
Já que se foi nossa responsabilidade:
Com quem será? Com quem será
Que essa criança vai casar?
[Pai]:
– Se não prestar, não posso concordar.
[Mãe]:
– Até parece que vai adiantar…
intérpretes: Claudio Abreu e Wanda Alves;
arranjo: Alberto Mejia e Claudio Abreu;
programação midi (piano, cordas, violino, viola, violoncelo e contrabaixo): Alberto Mejia.

