Paulo Branco e Claudio Abreu
I – Ciência e tecnologia
O que está por vir
Nos anos dois mil?
O que vai surgir
De espetacular e incrível?
O que será?
Tecnologia e ciência
Vão ter seqüência
Pra entender como se pensa,
A vida e o seu além,
E o/do universo também.
O espaço e o tempo,
A matéria e a energia
Vão ser bem definidos,
Afinal, por uma teoria
Definitiva!
II – Invenções e aplicações
O que está por vir
Nos anos dois mil?
O que vai surgir
Of admirable and new?
What it will be?
Informática, biologia, cosmologia,
Telepatia e companhia
Nos darão mais invenções
E suas aplicações.
E com tanto conhecimento,
Em cada lugar e momento
O mundo será um todo unificado,
Sem fés, sem fronteiras, um só Estado.
E os Novos Mundos?
III – O detestável e vil
O que será de nós
Nos anos dois mil?
Que restará de atroz,
De detestável e vil?
O que será?
Nosso meio ambiente
Vai ser ambiente?
Miséria, fome e exclusão
Ainda existirão?
Tomara que não!
Por que tanta diferença,
Exploração, violência,
Posse, disputa, ganância,
Guerra, ódio e matança?
Tudo entre homens…
IV – Pra quê? Por que não ousar?
Por que não ousar
Nos anos dois mil?
Ganhar força e lá buscar
O hoje impossível,
Por que não?
O que Lennon nos fez imaginar
Dará pra realizar
Se soubermos controlar
O nosso lado pior
E liberar o melhor.
A paz será uma necessidade
Para que sobrevivamos
(e não explodamos…).
Para que modernidade,
Sem bem-estar e fraternidade
Entre os humanos?
Pra quê?
intérprete: Eliane Gonzaga;
arranjo: Alberto Mejia e Claudio Abreu;
teclados (piano): Pedro de Alcântara;
violão: Léo Carvalho;
guitarra: Mário Ruy;
contrabaixo: Afonso Abreu;
bateria: Marco Antônio Grijó.

